A MANTA NO CAPIM
Revisão adiada por compromisso ambiental. O aviso permanecia pequeno no painel da cozinha, atrás da bacia. Às seis, o turno de reparo já se reunia na rua, convocado para cobrir com manta mineral a drenagem que descia da área das nascentes até o Areias. A operação pagaria metade do período. A outra metade seria lançada como contribuição comunitária. Tiago, montador de dutos de outra cidade, apertou de novo a tira da bolsa de ferramentas. Tinha vindo a Buritaçu para ver Ilva e aceitara o turno porque sua prioridade de retorno reduzida deixava três dias vazios. Sob o uniforme emprestado, o recipiente continuava junto às costelas. Ele abriu a bolsa, retirou uma chave óptica e duas presilhas. Cabe aqui, disse. Ilva ergueu a bacia apenas o necessário para alcançar a tela. A paralela mantinha os três picos da leitura. Copiou os valores para um volume oculto, nomeou a entrada com o horário da bomba e cobriu o aparelho outra vez. O arquivo da amostra deixava de esperar um nome. Ganhava uma hora de trabalho. Tiago observou os números por cima do ombro dela. Se levarem a bolsa, levam junto. Se ficar na casa, procuram onde meu perfil dormiu. Ele retirou o recipiente da camisa e o encaixou entre as presilhas. A chave óptica fechou sobre o vidro, ocultando apenas parte dele. Quando tentou guardar o conjunto, Ilva segurou a tira da bolsa. Você veio me ver. Vim. E está saindo com o que eu escondi. A equipe dobrou a esquina. Quatro trabalhadores carregavam rolos escuros, cada um largo o bastante para cobrir o leito ferido. Atrás deles, um veículo da operação projetava sobre o chão o traçado da intervenção. A linha terminava antes da primeira casa. Tiago pousou a bolsa na mesa. O peso fez o copo dele oscilar, ainda com metade da água reservada. Bebeu um gole e empurrou o restante para ela. Ela soltou a tira. Durante anos, a voz auditada o reduzira a saldo, atraso, respiração classificada. Na cozinha, o nome ocupou uma distância menor que a mesa e maior que as cidades entre os dois. Ilva retirou o recipiente da ferramenta. Envolveu-o numa tira do uniforme de campo e prendeu o volume abaixo do próprio joelho. A amostra acompanharia sua revisão de acesso, visível a qualquer câmera como uma rigidez nova no caminhar. Tiago guardou a chave óptica. Então eu vou sem ela. Vai comigo. O reparo começava junto ao armário hidráulico. A drenagem havia cavado sulcos entre raízes cortadas, e a chuva antiga deixara placas de minério seco nas pedras. O compromisso ambiental exigia cobrir a ferida, prender a manta e alimentar o painel com imagens de estabilização. Nenhuma raiz retornaria ao solo durante o serviço. Tiago desenrolou o primeiro trecho. Ilva segurou a borda com o pé, protegendo o volume preso à perna.
Ele percebeu e mudou de posição, colocando o corpo entre ela e a câmera de rastreamento. Trabalharam assim por uma hora, ela avançando, ele fechando o enquadramento. Quando a equipe parou, a manta alcançava o capim junto às casas. Tiago limpou as mãos no uniforme. Se você perder o acesso, eu volto, disse. Ilva entregou a ele três valores, na ordem dos picos. Tiago repetiu até acertar. Sobre a drenagem coberta, a água ferruginosa encontrou uma dobra da manta, formou uma bolsa rasa e refletiu as câmeras voltadas para baixo.
Energia e água
| Geração | 146.018 tokens em 10 chamadas ao modelo | medido |
|---|---|---|
| Água | ~292 ml na geração, 2 ml por mil tokens | estimado |
| Vídeo | 109 Wh só na placa de vídeo (3090) | medido na GPU |
| Tradução | ~4.736 tokens na versão em inglês, Claude (Anthropic) | estimado |
| Impressão | impressão, máquina e papel entram quando a página sair da impressora |